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Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Câmera de alta velocidade mostra o que os olhos não vêem


Quando uma gotícula de água cai gentilmente em uma poça, o processo é subsumido em uma série espetacular - e quase invisível - de etapas. A gotícula dança ao longo da superfície da água, e se divide em partes cada vez menores até que seja integralmente absorvida.
A olho nu, isso tudo surge como apenas um ligeiro tremor no limite da água. Mas visto por uma câmera de alta velocidade, o processe se assemelha a uma bola de basquete quicando em câmera ultralenta.



Cientistas já haviam documentado esse efeito em laboratório anteriormente, mas apenas com imagens estáticas de baixa resolução, e não em vídeo de alta resolução. Assim, quando John Bush, professor de matemática aplicada no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), visitou o estúdio de Time Warp, em Boston, no mês passado, para exibir o fenômeno diante das câmeras de alta definição, saiu altamente impressionado. "Nunca vi nada parecido", ele declarou em entrevista posterior.


As câmeras de alta velocidade, acrescentou, "estão basicamente dando vida a um mundo rápido demais para que possamos observá-lo".
Esse tipo de câmera vem sendo usado há anos em pesquisas, algumas das quais de ordem bastante prática, como o registro de testes de colisão de veículos. Apenas recentemente, porém, essa ferramenta de pesquisa começou a ser aplicada ao mundo do entretenimento.
Fonte: Terra Tecnologia

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