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Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Com aviões de US$ 30 mi, Azul busca ampliar setor aéreo


Em cerimônia que teve dupla de rappers e algodão doce azul, a Azul Linhas Aéreas recebeu na noite da quinta-feira o primeiro avião Embraer 195 de uma encomenda inicial de 36 aeronaves. O modelo, que nunca fez parte da frota de empresas brasileiras, tem preço unitário entre US$ 30 milhões e US$ 33 milhões. Para o proprietário da Azul, David Neeleman, um dos objetivos principais da companhia é ampliar do número de viajantes no Brasil, com tarifas mais baixas e vôos sem escalas, que começam a operar na próxima segunda-feira.


Motivo de festa na noite da quinta-feira, o primeiro avião novo da Azul é também o primeiro que a Embraer entrega a uma aérea nacional. Para o diretor-presidente da Embraer, Frederico Curado, ficar fora do mercado brasileiro sempre foi uma questão incômoda. "Não adiantava exportar para quase 40 países, sendo que não tínhamos cliente no Brasil", disse Curado, durante a cerimônia em um galpão da empresa em São José dos Campos.
O Embraer 195 é o mais novo modelo da empresa brasileira e, assim como o 190, é equipado com apenas duas fileiras de assentos dispostos em pares, com capacidade para 118 passageiros. Segundo a Embraer, a aeronave tem autonomia para voar qualquer rota entre duas capitais do País sem escalas, com um sistema individual de televisão ao vivo, que só deve estar disponível no final de 2009.




Crédito

Segundo Janot, Azul, Embraer e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), trabalham em um projeto para viabilizar os próximos financiamentos. "O BNDES sabe exportar aeronaves, mas não sabe vender para o mercado interno. Estamos trabalhando a seis mãos para finalizar o projeto até dezembro", disse o diretor-presidente da aérea, que ressaltou a dificuldade em conseguir crédito por conta da crise global.
"Conseguimos equilibrar nosso financiamentos e ainda não houve mudança nos planos. Os bancos estão mais exigentes, pedem documentos que nunca pediram antes. Nossa projeção é ter 16 aviões até o final de 2009 e depois um avião por mês", afirmou Janot. No entanto, o idealizador da companhia acredita que o momento é bastante propício para iniciar as atividades.


"Há alguns meses tínhamos o barril (de petróleo) a US$ 150. Mesmo com a dificuldade de financiar aviões por causa da crise, agora é muito melhor por causa do preço do combustível", explicou Neeleman. "Essa é minha quarta empresa aérea e o melhor time com o qual já comecei. É um momento difícil, mas vamos ampliar este mercado", completou.

Fonte: Terra Economia

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