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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

Robô-cirurgião salva vidas e vira vedete de simpósio médico em São Paulo


Ele não é Arnold Schwarzenegger em Exterminador do Futuro (bom, o 2), nem faz parte de um grupo de super-heróis como os Transformers, mas salva vidas todos os dias. E o melhor: no mundo real. O robô-cirurgião Da Vinci, do hospital Albert Einstein, em São Paulo, é a grande vedete de um simpósio internacional sobre cirurgia robótica que ocorre neste final de semana na capital paulista. Delicado e preciso, ele faz jus ao nome que leva.

Da Vinci é o sistema robótico cirúrgico mais moderno disponível no Brasil. Sentado em uma mesa de controle, o médico opera os braços mecânicos do robô como um videogame. Na mesa de operações, o Da Vinci responde às ordens obedientemente. “Ele é usado para todas as cirurgias que a gente pode fazer por via laparoscópica e mais algumas feitas pelo acesso aberto, convencional. É o caso das cirurgias de cabeça e pescoço, por exemplo”, explicou ao G1 o urologista José Roberto Colombo, que utiliza o robô nas operações de retirada de próstata em pacientes com câncer. As vantagens são grandes, porque os instrumentos do Da Vinci são articulados – ao contrário dos usados em uma operação laparoscópica convencional. Eles também podem girar 360º, o que permite a realização de movimentos que o punho humano não consegue fazer.

Além disso, o sistema também traz um filtro de tremor. “Todo ser humano tem um tremor das extremidades que é normal. Quando a cirurgia se prolonga por um tempo acima de quatro, cinco horas, normalmente o cirurgião começa a tremer um pouquinho”, conta Colombo. O filtro impede que o leve tremor das mãos do médico seja transmitido ao Da Vinci.

O resultado é uma recuperação mais rápida e tranqüila do paciente. “O sangramento é menor. No pós-operatório, ele sente menos dor, porque não há necessidade de fazer grandes incisões”, conta o médico. “O paciente fica internado menos tempo e a recuperação é mais rápida, diminuindo as chances de problemas, como sangramentos e infecções.”
Fonte: G1 Tecnologia

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