Cabeça robótica atrai atenção na Campus Party

Nesta festa tecnológica que é a Campus Party, é possível surpreender-se a cada passo com as idéias inovadoras dos jovens ibero-americanos. Mas, sem dúvida, encontrar uma cabeça humana colocada em cima de uma mesa é tão assustador quanto curioso. Trata-se de um robô que imita os traços humanos em detalhe, obra do colombiano César Hernandez, 24 anos.
Observar a cabeça de cabelos escuros e um blusão no pescoço remete aos efeitos especiais dos filmes de Hollywood e por isso ela atrai tanto a atenção dos campuseiros no Polidesportivo de Cidade Merliot, em San Salvador.

"O robô imita os movimentos faciais de uma pessoa quanto à vocalização, olhos, pestanas e sobrancelhas com uma fidelidade muito boa", explica o bogotano que dedicou um ano e meio a sua obra como trabalho de conclusão do curso de Engenharia Mecatrônica na Universidade de San Buenaventura. "Para criá-lo fizemos um trabalho de design importante e um estudo médico da face humana para saber como são os movimentos, gestos, estrutura óssea e outros", explica o engenheiro.
Toda a plataforma foi desenvolvida por Hernández e seus companheiros em Visual Basic. Por meio do computador, via USB, são enviadas as ordens ao microprocessador situado atrás da face e assim são produzidos os impactantes movimentos gestuais.
"Sempre busquei uma maneira de mesclar arte com tecnologia e os efeitos especiais que são uma das formas mais simples e efetivas para fazer isso. É minha primeira obra neste campo e minha idéia é que possa servir para cinema, publicidade, pedagogia ou outras áreas", conclui Hernández.
"Sempre busquei uma maneira de mesclar arte com tecnologia e os efeitos especiais que são uma das formas mais simples e efetivas para fazer isso. É minha primeira obra neste campo e minha idéia é que possa servir para cinema, publicidade, pedagogia ou outras áreas", conclui Hernández.

O campuseiro colombiano investiu cerca de 1 mil euros (equivalente a pouco mais de R$ 2,7 mil) em materiais e não teria problemas em vender a criação. "Somente precisamos que o cliente nos diga como quer que seja o produto, já que podemos fazer a cabeça de uma mulher ou até mesmo de uma criança, com mais ou menos movimentos", diz ele.
Fonte: Terra Tecnologia
Marcadores: Tecnologia

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