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Quinta-feira, 24 de Julho de 2008

Cientistas portugueses criam transistor de papel


Uma descoberta poderá tornar muito mais baratos e biodegradáveis os transistores, componentes eletrônicos que amplificam sinais elétricos.
Uma pesquisa coordenada por dois cientistas portugueses conseguiu desenvolver o primeiro transistor tendo como base o papel.

"O custo do transistor em silício deve ser mil vezes maior do que do transistor em papel", diz Elvira Fortunato, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, que, junto com Rodrigo Martins, lidera a investigação.
"Em papel, o processo ocorre à temperatura ambiente e para a bolacha de silício é necessário um processo térmico a 1.200 graus Celsius."
O transistor de papel surgiu a partir da pesquisa de novos materiais. Inicialmente, o objetivo era encontrar transistores descartáveis para uso em sensores biológicos com aplicações na medicina.
Outros usos seriam em telas de papel e etiquetas inteligentes.
"Normalmente, três a quatro anos é o período de transição do laboratório para a indústria", ela afirma.
O pedido de registro de patente já foi feito e um artigo sobre o novo transistor será publicado na revista científica Electron Device Letters de setembro.
Fonte: G1 Tecnologia

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